31 de janeiro de 2011

Feliz aniversário Félix Cavalcante








Feliz aniversário

Um momento especial de renovação para sua alma e seu espírito, porque Deus, na sua infinita sabedoria, deu à natureza, a capacidade de desabrochar a cada nova estação e a nós capacidade de recomeçar a cada ano.
Desejo a você, um ano cheio de amor e de alegrias.
Afinal fazer aniversário é ter a chance de fazer novos amigos, ajudar mais pessoas, aprender e ensinar novas lições, vivenciar outras dores e suportar velhos problemas.
Sorrir novos motivos e chorar outros, porque, amar o próximo é dar mais amparo, rezar mais preces e agradecer mais vezes.
Fazer Aniversário é amadurecer um pouco mais e olhar a vida como uma dádiva de Deus.
É ser grato, reconhecido, forte, destemido.
É ser rima, é ser verso, é ver Deus no universo;
Parabéns a você nesse dia tão grandioso.

23 de janeiro de 2011

Plínio Marcos


Plínio Marcos de Barros nasceu em Santos/SP no dia 29 de setembro de 1935. Depois de passar por diversas profissões (aprendiz de encanador, funileiro, vendedor de livors espírita, estivador, etc) ingressa num circo atuando como palhaço, humorista e dirigindo alguns shows. Em 1953 percorria o interior paulista com a Cia Santista de Teatro de Variedades.

Em 1958 começa a trabalhar como ator de teatro na companhia da Patrícia Galvão, a Pagu. No mesmo ano escreve sua primeira peça: Barrela. A peça foi inspirada numa notícia de jornal que relatava o caso de um garoto que havia sido currado na prisão e, depois que foi solto, matou os estrupadores. A peça foi censurada por ser considerada pornográfica. O texto foi liberado para uma apresentação no dia 1º de novembro de 1959, no palco do Centro Português de Santos, e depois ficou proibido pela Censura Federal por vinte e um anos.

Sua peça seguinte, Os Fantoches, foi um fiasco. No dia seguinte ao da apresentação, a Pagu, que na época fazia crítica teatral para o jornal A Tribuna de Santos, colocou uma foto do Plínio Marcos com a manchete 'Esse analfabeto esperava outro milagre de circo'.

Mudou-se para São Paulo no ano de 1960. Para se manter, trabalhava como camelô. Nessa época trabalhou na Companhia de teatro da Jane Hegenberg e depois foi aprovado para entrar na Companhia Cacilda Becker. Chegou a trabalhar em duas peças ao mesmo tempo: fazia o primeiro ato de César e Cleópatra, na Companhia da cacilda, e entrava em O Noviço, no Teatro Arena, no último ato. Em 63 começa a escrever para o programa TV de Vanguarda, da TV Tupi.

Em 65, Plínio, juntamente com um grupo de teatro que estava começando, tentou encenar Reportagem de um Tempo Mau no Teatro de Arena. A censura proibiu. Nessa época tentou também encenar a peça Jornada de um Imbecil até o Entendimento, que também foi censurada.

Depois disso escreveu Dois Perdidos em uma Noite Suja inspirada no conto O Terror de Roma, de Moravia. A peça estreou no Ponto de Encontro, um bar da Galeria metrópole. Cinco pessoas assistiram á estréia: a Walderez, o Carlos Murtinho, a mulher do Ademir, um bêbado, que não quis sair porque aquilo lá era um bar, e o Roberto Freire. A Cacilda Becker, quando viu a peça, comentou: Incrível! Você conhece dez palavras e dez palavrões, e escreveu uma peça genial. Nessa mesma época apareceram as peças Navalha na Carne, Quando as Máquinas Param e Homens de Papel. Segundo o próprio Plínio Marcos, "Dois Perdidos foi liberada porque naqueles dias a Censura passou da Polícia Estadual para Federal. E mudaram os censores. Mandaram o Coelho Neto assistir ao ensaio. Homem de teatro, diretor de peças. Foi da comissão julgadora do Festival de Santos, quando a Barrela se consagrou. Numa tarde de sábado, chuvosa e fria, num estúdio abandonado da Tupi, sem cenário, eu e o Ademir, sentados em bancos velhos, falamos o texto pra ele. Quando acabamos, ele liberou o texto sem cortes."

A peça Navalha na Carne foi mais difícil de ser liberada. A peça já estava sendo ensaiada quando veio a proibição da censura. A peça só foi leberada depois de "uma batalha imensa que começou com uma apresentação na casa de Cacilda Becker". Começou então uma campanha nacional pela liberação da peça.

Durante os últimos anos da década de 60 e os primeiros da década de 70, Plínio Marcos foi preso duas vezes e detido para interrogatório em diversas ocasiões. Nessa época todas as suas peças estavam censuradas. Mesmo Dois Perdidos Numa Noite Suja e Navalha na Carne, que já haviam sido apresentadas em diversas regiões do país, foram interditadas em todo o território nacional.

"Eu, há dezessete anos, sou um dramaturgo. Há dezessete anos pago o preço de nunca escrever para agradar os poderosos. Há dezessete anos tenho minha peça de estréia [Barrela] proibida. A solidão, a miséria, nada me abateu, nem me desviou do meu caminho de crítico da sociedade, de repórter incômodo e até provocador. Eu estou no campo. Não corro. Não saio. E pago qualquer preço pela pátria do meu povo." (1973)

Por não poder encenar suas peças, Plínio começa a escrever obras não-teatrais. O Querô, romance publicado em 1976, ganhou o Prêmio APCA de melhor romance desse ano. Dentro da Noite e A Barra do Catimbó, eram novelas escritas para a televisão que foram proibidas. Nas Quebradas do Mundaréu é uma coletânea das suas colunas escritas para o jornal Última Hora.

A peça O Abajur Lilás, escrita em 69, seria liberada da censura no ano de 1975. Nesse ano iniciaram-se os ensaios da peça com Lima Duarte, Walderez de Barros, Cacilda Lanuza, Ariclê Perez no elenco. Estava tudo pronto (cenário, figurino, iluminação) e a censura proibiu.

No dizer de Ilka Maria Zanotto, "As circunstâncias fizeram de O Abajur Lilás mais do que uma simples peça, uma bandeira." A classe teatral organizou várias manifestações de protesto contra a censura da peça, e grande parte das companhias teatrais não trabalhou, na quinta-feira, dia 15 de maio de 1975, data da proibição da peça. E durante as semanas seguintes, era lido um manifesto contra a censura, em todos os teatros, antes do início dos espetáculos. O advogado Iberê Bandeira de Melo, amigo de infância de Plínio Marcos, entrou com um recurso contra a Censura. O próprio Ministro da Justiça, Armando Falcão, reiterou a proibição da peça, sob a alegação de que ela atentava contra a moral e os bons costumes. O Dr. Iberê e Plínio Marcos continuaram com a luta e foram, de instância em instância, até chegarem ao Supremo Tribunal Federal.

Em 1978 a Polícia Federal determina o recolhimento do livro "Abajur Lilás". Uma ano depois, as peças Barrela e O Abajur Lilás foram liberadas pela Censura Federal.

A partir da década de 80, intensifica uma atividade que já vinha exercendo: fazer debates e palestras em faculdades e universidades, teatros, clubes e, até, em praça pública, não só na cidade de São Paulo, mas em inúmeras cidades do interior do mesmo Estado e do Brasil todo.

Em 1984, estréia um espetáculo-solo no Teatro Eugênio Kusnet (ex-Arena): O Palhaço Repete seu Discurso, com o qual também se apresentaria em inúmeras cidades. Por muitos anos continuou fazendo palestras-shows para estudantes, muitas vezes acompanhado de seu filho Léo Lama, como num espetáculo que fizeram, em 1993: 40 Anos de Luta.

No começo da década de 90, criou um curso: O Uso Mágico da Palavra. E dava oficinas em vários lugares, continuando com sua tradição de mambembeiro e camelô, porque nunca deixou de vender seus livros.

Em 1985 é internado no Incor por causa de um infarto. Nesse mesmo ano ganha os prêmios Molière e Mambembe por "Madame Blavatsky".

Em 1993 ganha o Prêmio Shell por "Querô, uma Reportagem Maldita".

Em 1998 recebe o título de Cidadão Emérito da Câmara Municipal de Santos.

Plínio Marcos morreu no dia 19 de novembro de 1999, depois de uma internação de 27 dias no Instituto do Coração, em São Paulo.

2 de janeiro de 2011

Teatro: "Minha Mãe é Uma Peça"

Nelson Rodrigues


Nascido na capital pernambucana e quinto de quatorze irmãos, Nelson Rodrigues mudou-se para o Rio de Janeiro ainda criança, onde viveria por toda sua vida. Seu pai, o ex-deputado federal e jornalista Mário Rodrigues, perseguido politicamente, resolveu estabelecer-se na então capital federal em julho de 1916, empregando-se no jornal Correio da Manhã, de propriedade de Edmundo Bittencourt.
Segundo o próprio Nelson em suas Memórias, seu grande laboratório e inspiração foi a infância vivida na Zona Norte da cidade. Dos anos passados numa casa simples na rua Alegre, 135 (atual rua Almirante João Cândido Brasil), no bairro de Aldeia Campista, saíram para suas crônicas e peças teatrais as situações provocadas pela moral vigente na classe média dos primeiros anos do século XXe suas tensões morais e materiais.
Sua infância foi marcada por este clima e pela personalidade do garoto Nelson. Retraído, era um leitor compulsivo de livros românticos do século XIX. Nesta época ocorreu também para Nelson a descoberta do futebol, uma paixão que conservaria por toda a vida e que lhe marcaria o estilo literário.
Na década de 1920, Mário Rodrigues fundou o jornal A Manhã, após romper com Edmundo Bittencourt. Seria no jornal do pai que Nélson começaria sua carreira jornalística, na seção de polícia, com apenas treze anos de idade. Os relatos de crimes passionais e pactos de morte entre casais apaixonados incendiavam a imaginação do adolescente romântico, que utilizaria muitas das histórias reais que cobria em suas crônicas futuras. Neste período a família Rodrigues conseguiria atingir uma situação financeira confortável, mudando-se para o bairro de Copacabana, então um arrabalde luxuoso da orla carioca.
Apesar da bonança, Mário Rodrigues perderia o controle acionário de A Manhã para o sócio. Mas, em 1928, com o providencial auxílio financeiro do vice-presidente Fernando de Melo Viana, Mário fundou o diário Crítica.
Como cronista esportivo, Nelson escreveu textos antológicos sobre o Fluminense Football Club, clube para o qual torcia fervorosamente.[2] A maioria dos textos eram publicados no Jornal dos Sports. Junto com seu irmão, o jornalista Mário Filho, Nelson foi fundamental para que os Fla-Flu tivessem conquistado o prestígio que conquistaram e se tornassem grandes clássicos do futebol brasileiro. Nelson Rodrigues criou e evocava personagens fictícios como Gravatinha e Sobrenatural de Almeida para elaborar textos a respeito dos acontecimentos esportivos relacionados ao clube do coração.
Adolescência e juventude
Nelson seguiu os seus irmãos Mílton, Mário Filho e Roberto integrando a redação do novo jornal. Ali continuou a escrever na página de polícia, enquanto Mário Filho cuidava dos esportes e Roberto, um talentoso desenhista, fazia as ilustrações. Crítica era um sucesso de vendas, misturando uma cobertura política apaixonada com o relato sensacionalista de crimes. Mas o jornal existiria por pouco tempo. Em 26 de dezembro de 1929, a primeira página de Crítica trouxe o relato da separação do casal Sylvia Serafim e João Thibau, Jr. Ilustrada por Roberto e assinada pelo repórter Orestes Barbosa, a matéria provocou uma tragédia. Sylvia, a esposa que se desquitara do marido e cujo nome fora exposto na reportagem invadiu a redação de Crítica e atirou em Roberto com uma arma comprada naquele dia. Nelson testemunhou o crime e a agonia do irmão, que morreu dias depois.
Mário Rodrigues, deprimido com a perda do filho, faleceu poucos meses depois. Sylvia, apoiada pelas sufragistas e por boa parte da imprensa concorrente de Crítica, foi absolvida do crime. Finalmente, durante a Revolução de 30, a gráfica e a redação de Crítica são empastelados e o jornal deixa de existir. Sem seu chefe e sem fonte de sustento, a família Rodrigues mergulha em decadência financeira.
Foram anos de fome e dificuldades para todos. Pouco afinados com o novo regime, os Rodrigues demorariam anos para se recuperarem dos prejuízos causados pela tuberculose.
Ajudado por Mário Filho, amigo de Roberto Marinho, Nélson passa a trabalhar no jornal O Globo, sem salário. Apenas em 1932 é que Nélson seria efetivado como repórter no jornal. Pouco tempo depois, Nelson descobriu-se tuberculoso. Para tratar-se, retira-se do Rio de Janeiro e passa longas temporadas em um sanatório na cidade de Campos do Jordão. Seu tratamento é custeado por Marinho, que conquistou a gratidão de Nélson pelo resto de sua vida. Recuperado, Nelson volta ao Rio e assume a seção cultural de O Globo, fazendo a crítica de ópera.
No O Globo, foi editor do suplemente O Globo Juvenil, além de editar Nelson roteirizou algumas história em quadrinhos para o suplemento, dentre elas uma versão de O fantasma de Canterville deOscar Wilde[3].
Em 1940 casou-se com Elza Bretanha, sua colega de redação.
A partir da década de 1940, Nelson divide-se entre o emprego em O Globo e a elaboração de peças teatrais. Em 1941 escreve A mulher sem pecado, que estreou sem sucesso. Pouco tempo depois assina a revolucionária Vestido de noiva, peça dirigida por Zbigniew Ziembiński e que estreou no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com estrondoso sucesso.
O teatrólogo Nelson Rodrigues seria o criador de uma sintaxe toda particular e inédita nos palcos brasileiros. Suas personagens trouxeram para a ribalta expressões tipicamente cariocas e gírias da época, como "batata!" e "você é cacete, mesmo!". Vestido de noiva é considerada até hoje como o marco inicial do moderno teatro brasileiro.
Maturidade
Em 1945 abandona O Globo e passa a trabalhar nos Diários Associados. Em O Jornal, um dos veículos de propriedade de Assis Chateaubriand, começa a escrever seu primeiro folhetim, Meu destino é pecar, assinado pelo pseudônimo "Susana Flag". O sucesso do folhetim alavancou as vendas de O Jornal e estimulou Nelson a escrever sua terceira peça, Álbum de família.
Em fevereiro de 1946, o texto da peça foi submetido à Censura Federal e proibido. Álbum de família só seria liberada em 1965. Em abril de 1948 estreou Anjo negro, peça que possibilitou a Nelson adquirir uma casa no bairro do Andaraí e em 1949 Nelson lançou Doroteia.
Em 1950 passa a trabalhar no jornal de Samuel Wainer, a Última Hora. No jornal, Nélson começa a escrever as crônicas de A vida como ela é, seu maior sucesso jornalístico. Na década seguinte, Nelson passa a trabalhar na recém-fundada TV Globo, participando da bancada da Grande Resenha Esportiva Facit, a primeira "mesa-redonda" sobre futebol da televisão brasileira e, em 1967, passa a publicar suas Memórias no mesmo jornal Correio da Manhã onde seu pai trabalhou cinquenta anos antes.
O fim
Nos anos 70, consagrado como jornalista e teatrólogo, a saúde de Nélson começa a decair, por causa de problemas gastroenteorológicos e cardíacos de que era portador. O período coincide com os anos da ditadura militar, que Nelson sempre apoiou. Entretanto, seu filho Nelson Rodrigues Filho torna-se guerrilheiro e se passa para a clandestinidade. Neste período também aconteceu o fim de seu casamento com Elza e o início do relacionamento com Lúcia Cruz Lima, com quem teria uma filha, Daniela, nascida com problemas mentais. Depois do término do relacionamento com Lúcia, Nelson ainda manteria um rápido casamento com sua secretária Helena Maria, antes de reatar seu casamento com Elza.
Nelson faleceu numa manhã de domingo, em 1980, aos 68 anos de idade, de complicações cardíacas e respiratórias. Foi enterrado no Cemitério São João Batista, em Botafogo. No fim da tarde daquele mesmo dia ele faria treze pontos na Loteria Esportiva, num "bolão" com seu irmão Augusto e alguns amigos de "O Globo". Dois meses depois, Elza atendia ao pedido do marido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide de seu túmulo, sob a inscrição: "Unidos para além da vida e da morte. E é só".
Obras
Características da obra
O teatro entrou na vida de Nelson Rodrigues por acaso. Uma vez que se encontrava em dificuldades financeiras, achou no teatro uma possibilidade de sair da situação difícil em que estava. Assim, escreveu "A mulher sem pecado…", sua primeira peça. Segundo algumas fontes, Nelson tinha o romance como gênero literário predileto, e suas peças seguiram essa predileção, pois as mesmas são como romances em forma de texto teatral. Nelson é um originalíssimo realista. Não é à toa que foi considerado um novo Eça. De fato, a prosa de Nelson era realista e, tal como os realistas do século XIX, ele criticou a sociedade e suas instituições, sobretudo o casamento.
Sendo esteticamente realista em pleno Modernismo, Nelson não deixou de inovar tal como fizeram os modernos. O autor transpôs a tragédia grega para o sociedade carioca do início do século XX, e dessa transposição surgiu a "tragédia carioca", com as mesmas regras daquela, mas com um tom contemporâneo. O erotismo está muito presente na obra de Nelson Rodrigues, o que lhe garante o título de realista. Nelson não hesitou em denunciar a sordidez da sociedade tal como o fez Eça de Queirós em suas obras. Esse erotismo realista de Nelson teve sua gênese em obras do século XIX, como "O Primo Basílio", e se desenvolveu grandemente na obra do autor pernambucano. Em síntese, Nelson foi um grande escritor, dramaturgo e cronista, e está imortalizado na literatura brasileira.
Acervo
O Cedoc – Centro de Documentação da Funarte possui amplo acervo sobre o dramaturgo, como fotos de peças, programas das produções teatrais, resenhas e comentários sobre espetáculos teatrais, entre eles Vestido de Noiva, encenado pela primeira vez para um Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Boa parte dos registros fotográficos de peças do dramaturgo existentes no Cedoc foram feitos pelo Estúdio Foto Carlos, que, nas décadas de 40, 50, 60, 70 e 80 e foram digitalizadas graças ao projeto Brasil Memória das Artes, incluindo registros de raridades, como uma participação de Nelson Rodrigues como ator. No Portal da Funarte ainda é possível ver vídeos produzidos sobre o dramaturgo e sua obra.
Teatro
Nélson Rodrigues escreveu dezessete peças teatrais. Sua edição completa abrange quatro volumes, divididos segundo critérios do crítico Sábato Magaldi, que agrupou as obras de acordo com suas características, dividindo-as em três grupos: Peças psicológicas, Peças míticas e Tragédias cariocas. Assim, as peças seguem o plano de publicação:
Peças psicológicas
 A mulher sem pecado
 Vestido de noiva
 Valsa nº 6
 Viúva, porém honesta
 Anti-Nélson Rodrigues
Peças míticas
 Álbum de família
 Anjo negro
 Senhora dos Afogados
 Doroteia
Tragédias Cariocas I
 A falecida
 Perdoa-me por me traíres
 Os Sete Gatinhos
 Boca de ouro
Tragédias Cariocas II
 O beijo no asfalto
 Bonitinha, mas ordinária ou Otto Lara Rezende
 Toda Nudez Será Castigada
 A serpente
Ordem cronológica
Estreias das peças (todas no Rio de Janeiro)
 A mulher sem pecado - 1941 - Direção: Rodolfo Mayer
 Vestido de noiva - 1943 - Direção: Zbigniew Ziembiński
 Álbum de família - 1946 - Direção: Kleber Santos
 Anjo negro - 1947 - Direção: Zbigniew Ziembiński
 Senhora dos Afogados - 1947 - Direção: Bibi Ferreira
 Doroteia - 1949 - Direção: Zbigniew Ziembiński
 Valsa nº 6 - 1951 - Direção: Milton Rodrigues
 A falecida - 1953 - Direção: José Maria Monteiro
 Perdoa-me por me traíres - 1957 - Direção: Léo Júsi
 Viúva, porém honesta - 1957 - Direção: Willy Keller
 Os sete gatinhos - 1958 - Direção: Willy Keller
 Boca de ouro - 1959 - Direção: José Renato
 O beijo no asfalto - 1960 - Direção: Fernando Torres
 Bonitinha, mas ordinária - 1962 - Direção Martim Gonçalves
 Toda nudez será castigada - 1965 - Direção: Zbigniew Ziembiński
 Anti-Nélson Rodrigues - 1974 - Direção: Paulo César Pereio
 A serpente - 1978 - Direção: Marcos Flaksman
Romances
 Meu destino é pecar - 1944
 Escravas do amor - 1944
 Minha vida - 1944
 Núpcias de fogo - 1948
 A mulher que amou demais - 1949
 O homem proibido - 1959
 A mentira - 1953
 Asfalto selvagem - 1959 (também conhecido como Engraçadinha)
 O casamento - 1966
Contos
 Cem contos escolhidos - A vida como ela é... - 1972
 Elas gostam de apanhar - 1974
 A vida como ela é — O homem fiel e outros contos - 1992
 A dama do lotação e outros contos e crônicas - 1992
 A coroa de orquídeas - 1992
Crônicas
 Memórias de Nélson Rodrigues - 1967
 O óbvio ululante: primeiras confissões - 1968
 A cabra vadia - 1970
 O reacionário: memórias e confissões - 1977
 Fla-Flu...e as multidões despertaram - 1987
 O remador de Ben-Hur - 1992
 A cabra vadia - Novas confissões - 1992
 A pátria sem chuteiras - Novas Crônicas de Futebol - 1992
 A menina sem estrela - memórias - 1992
 À sombra das chuteiras imortais - Crônicas de Futebol - 1992
 A mulher do próximo - 1992
 Nélson Rodrigues, o Profeta Tricolor - 2002
 O Berro impresso nas Manchetes - 2007
Telenovelas
Baseadas na obra de Nélson Rodrigues
 A morta sem espelho - TV Rio - 1963
 Sonho de amor - TV Rio - 1964
 O desconhecido - TV Rio - 1964
 O homem proibido - TV Globo - 1982
 Meu Destino É Pecar - TV Globo - 1984
 Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados - TV Globo - 1995
 A Vida Como Ela É - TV Globo - 1996
Filmes
Baseados na obra de Nélson Rodrigues
 Somos dois - 1950 - Direção: Milton Rodrigues
 Meu destino é pecar - 1952 - Direção: Manuel Pelufo
 Mulheres e milhões - 1961 - Direção: Jorge Ileli
 Boca de ouro - 1963 - Direção: Nelson Pereira dos Santos
 Meu nome é Pelé - 1963 - Direção: Carlos Hugo Christensen
 Bonitinha mas ordinária - 1963 - Direção: J.P. de Carvalho
 Asfalto selvagem - 1964 - Direção: J.B. Tanko
 A falecida - 1965 - Direção: Leon Hirzman
 O beijo - 1966 - Direção: Flávio Tambellini
 Engraçadinha depois dos trinta - 1966 - Direção: J.B. Tanko
 Toda nudez será castigada - 1973 - Direção: Arnaldo Jabor
 O casamento - 1975 - Direção: Arnaldo Jabor
 A dama do lotação - 1978 - Direção: Neville d'Almeida
 Os sete gatinhos - 1980 - Direção: Neville d'Almeida
 O beijo no asfalto - 1980 - Direção: Bruno Barreto
 Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Rezende - 1981 - Direção: Braz Chediak
 Álbum de família - 1981 - Direção: Braz Chediak
 Engraçadinha - 1981 - Direção: Haroldo Marinho Barbosa
 Perdoa-me por me traíres - 1983 - Direção: Braz Chediak
 Boca de ouro - 1990 - Direção: Walter Avancini
 Traição - 1998 - Direcão: Arthur Fontes, Cláudio Torres e José Henrique Fonseca
 Gêmeas - 1999 - Direção: Andrucha Waddington
 Vestido de noiva - 2006 - Direção de Joffre Rodrigues
 Bonitinha mas Ordinária ou Otto Lara Rezende - 2009

Teatro do Brasil



O teatro em terras brasileiras nasce em meados do século XVI como instrumento de catequese dos Jesuítas vindos de Coimbra como missionários. Era um teatro, portanto, com função religiosa e objetivos claros: evangelizar os índios e apaziguar os conflitos existentes entre eles e os colonos portugueses e espanhóis.
O primeiro grupo de Jesuítas a desembarcar na Bahia de Todos os Santos, em 1549, era composto por quatro religiosos da comitiva de Tomé de Sousa, entre os quais o padre Manuel da Nóbrega. O segundo grupo de missionários chegou à então Província do Brasil no dia 13 de julho de 1553, como parte da comitiva de Duarte da Costa. No grupo de quatro religiosos estava o jovem José de Anchieta (1534-1597), então com dezenove anos de idade.
A população estimada de 57 mil habitantes era composta por colonos, muitos deles criminosos, e índios em sua maioria de vida nômade. Os jesuítas mantinham os indígenas em pequenas aldeias, isolados de dois terríveis perigos: a vida desregrada e a escravidão impostas pelo homem branco explorador e o conseqüente retorno ao paganismo.
A tradição teatral jesuítica encontrou no gosto dos índios pela dança e pelo canto um solo fértil e os religiosos passaram a se valer dos hábitos e costumes dos silvícolas - máscaras, arte plumária, instrumentos musicais primitivos - para as suas produções com finalidades catequéticas.
Tematicamente, essas produções mesclavam a realidade local (tanto de índios quanto dos colonos) com narrativas hagiográficas (vidas dos santos). Como toda espécie de dominação cultural prescinde um conhecimento da cultura do dominado, o Padre Anchieta seguiu o preceito da Companhia de Jesus que determinava ao jesuíta o aprendizado da língua onde mantivessem missões. Assim, foi incumbido de organizar uma gramática da língua tupi, o que fez com sucesso.
[editar]Dramaturgia de catequese


Entrada do teatro universitário da UFMG, em Belo Horizonte.
Há notícia de 25 obras teatrais, todas de tradição medieval com forte influência do teatro de Gil Vicente em sua forma e conteúdo, produzidas nos últimos 50 anos do século XVI. O gênero predominante é o auto e alguns deles não têm autoria comprovada; muitos outros, como se sabe, são atribuídos ao padre Anchieta (por vezes contando com a colaboração do padre Manuel da Nóbrega). De algumas dessas obras têm-se apenas o título, são elas:
1557 Diálogo, Conversão do Gentio - padre Manuel da Nóbrega.
1564 Auto de Santiago - representado em Santiago da Bahia.
1567-70 Auto da Pregação Universal - padre José de Anchieta - representada em São Vicente e São Paulo de Piratininga.
1573 Diálogo - representado em Pernambuco e na Bahia.
1574 Diálogo - representado na Bahia.
1574 Écloga Pastoril - representado em Pernambuco.
1575 História do Rico Avarento e Lázaro Pobre - representado em Olinda, padre
1576 Écloga Pastoril - representado em Pernambuco.
1578 Tragicomédia - representada na Bahia.
1578 Auto do Crisma - padre José de Anchieta - representada no Rio de Janeiro
1583 Auto de São Sebastião - representado no Rio de Janeiro.
1583 Auto Pastoril - representado no Espírito Santo.
1583 Auto das Onze Mil Virgens - representado na Bahia
1584 Diálogo da Ave Maria - representado no Espírito Santo
1584 Diálogo Pastoril - representado no Espírito Santo
1584 Auto de São Sebastião - representado no Rio de Janeiro
1584 Auto de Santa Úrsula - padre José de Anchieta - representado no Rio de Janeiro
1584 Diálogo - representado em Pernambuco
1584 Na Festa do Natal - padre José de Anchieta
1586 Auto da Vila da Vitória ou de São Maurício - padre José de Anchieta - representado em Vitória (ES)
1586 Na Festa de São Lourenço ou Auto de São Lourenço - padre José de Anchieta
1587 Recebimento que Fizeram os Índios de Guaraparim - padre José de Anchieta - representado em Guarapari (ES)
1589 Assuerus - representado na Bahia.
1596 Espetáculos - representado em Pernambuco
1598 Na visitação de Santa Isabel - padre José de Anchieta
Os espetáculos tinham como elenco os índios catequizados e eram apresentados, na maioria das vezes, ao ar livre – alguns deles tendo a selva por cenário; noutros, ao estilo do teatro medieval, nos átrios das pequenas igrejas.
De todos, o espetáculo mais grandioso foi do "Auto das Onze Mil Virgens", em maio de 1583, em honra aos padres Cardim e Gouveia e que contou com a participação de todo o povo da Bahia. Este auto, que era uma tragicomédia inspirada na vida de Santa Úrsula e na lenda das onze mil virgens, foi representada cinco vezes entre os anos de 1582 e 1605.
O pesquisador Mario Cacciaglia em sua "Pequena História do Teatro Brasileiro" faz uma rica descrição do que teria sido a primeira apresentação (1583), que ele adjetiva como espetacular, como segue: "...depois da missa, com acompanhamento de um coro de índios, com flautas e, da capela da Catedral, com órgãos e cravos, teve início uma procissão de estudantes precedida pelos vereadores e pelos sobrinhos ou netos do governador; os estudantes carregavam três cabeças de virgens cobertas por um pálio e puxavam sobre rodas uma esplêndida nau sobre a qual eram levadas em triunfo as virgens mártires (estudantes travestidos), enquanto da própria nau eram feitos disparos de arcabuz. De vez em quando, durante o percurso, falavam das janelas personagens alegóricas, em esplêndidos costumes: a cidade, o próprio colégio e alguns anjos. À noite foi celebrado na nau o martírio das virgens, com o aparato cênico de uma nuvem que descia do céu e dos anjos que chegavam para sepultar as mártires."
Outras narrativas chegam até nós, algumas envolvendo embarcações, salvas de arcabuzes, uivos e gritos de índios, flautas e percussões; todas elas assistidas pelos colonos, pelos índios e, claro, pelas autoridades locais, todos chegando às lágrimas ante os dramas encenados por vezes nos adros das igrejas, noutras em anfiteatros montados no entorno dos templos.
[editar]Teatro Anchietano
Como se sabe, os únicos textos de toda essa produção chegados aos nossos dias são de autoria do Pe. José de Anchieta, graças ao seu processo de beatificação iniciado em 1736.
Considerado por Sábato Magaldi "o texto mais complexo e digno de interesse" de toda a obra do missionário, o Auto de São Lourenço ou Na Festa de S. Lourenço é uma peça trilíngüe que teve sua primeira representação na cidade de Niterói em 1583. O texto é rico em personagens e situações dramáticas, envolvendo canto, luta e dança para narrar o martírio do santo. Há muitos aspectos que denotam a inteligência do missionário ao urdir a trama, mas é digno de nota o artifício de substituit o tradicional mecanismo do sincretismo religioso por um outro que poderíamos classificar de sincretismo demonológico. Assim, Anchieta aproxima os demônios da igreja católica dos demônios familiares aos índios (Guaixará, Aimberê e Saravaia) - nomes tomados dos índios Tamoios que se uniram aos invasores franceses, forma também de criticar a situação política do momento. Os demônios advogam pelos terríveis hábitos dos índios: o cauim, o fumo, o curandeirismo e a poligamia. O texto, trilíngüe, visa dialogar com índios, portugueses e espanhóis.
Outro texto do Padre Anchieta, Na Festa de Natal, é uma releitura do Auto de S. Lourenço, com menos personagens e cenas. Neste caso, os demônios dificultam os Reis Magos a encontrarem a manjedoura onde se encontra o Salvador. Este auto é em sua maioria escrito em Tupi, por razões óbvias de catequese.
Já o drama Na Vila de Vitória foi representado, como de hábito, no adro da Igreja de São Tiago por ocasião da chegada de um grupo de missionários europeus com destino ao Paraguai. Por esse motivo, a peça parece estar dirigida a um público feito exclusivamente de colonos, uma vez que faz muitas referências a acontecimentos então recentes das sociedades portuguesa e espanhola, além de mencionar os conflitos envolvendo colonos e índios. A apresentação tinha, em seus três atos, ações bastante complicadas decorrentes do fato de ser crivada de personagens alegóricas: o Mundo e a Carne (dois demônios, respectivamente), a Cidade de Vitória (uma nobre dama), o Governo (um senhor muito digno), a Ingratidão (uma bruxa), o Amor a Deus, o Temor a Deus, São Vitor e o Embaixador do Prata (cujo objetivo era levar as relíquias de São Maurício, cujo martírio é narrado na encenação).
Em Recebimento que fizeram os índios de Guaraparim ao Padre Provincial Marçal Beliarte, Anchieta cria divertidos diálogos entre demônios que prometem levar muitos pecadores locais para os infernos, além de cânticos de arrependimento dos indígenas que um dia foram antropófagos.
Na visitação de Santa Isabel, considerada última obra do jesuíta, é um diálogo em espanhol que narra o encontro da Virgem Maria com sua prima, Isabel (mãe de São João Batista). Finalizada por uma procissão solene, a encenação era para celebrar a construção de uma Santa Casa de Misericórdia, com data e local de representação obscuros.

23 de novembro de 2010

Programação do IV FESTIVAL Aberto de Teatro Tarauacá/Envira




Programação

Dia 25 de Novembro de 2010
01- Grupo de Teatro de Feijó
Espetáculo: A vida de Boneco
Texto/Autor: Adas Gomes de Deus
Diretor: Adas Gomes de Deus
Horas 19:00 Horas
SINOPSE DA PEÇA: A vida de Bonecos conta a breve historia de uma homem que por um motivo Desconhecido acabou encarnado um boneco.
.
02 Grupo de Teatro AE.(czs)
Espetáculo: Chorar ou Sorrir
Texto/Autor: Raimundo Matos
Diretor: Edinho Menezes
Horas 20:00 horas
SINOPSE DA PEÇA:
Grupo de Teatro de Cruzeiro do Sul

DIA 26 de Novembro de 2010

03 Grupo de teatro AE (czs)
Espetáculo: O mistério da caixa verde
Texto/Autor: Suely Rodrigues
Diretor: Edinho Menezes
Horas 16:00 Horas
SINOPSE DA PEÇA : num circo de lona furada moram dois palhaço muito engraçados.
04 CIA Essência D’ Arte(tk)
Espetáculo: O Roubo da Panela de Pressão
Texto/Autor: Renata Oliveira
Diretor: Renata Oliveira
Horas 19:00 Horas

05. Girassol ( Tk)
Espetáculo:Eu não Existo sem você
Texto/Autor: Francisco Rodrigues
Diretor: Francisco Rodrigues
Horas 20:00 Horas
SINOPSE DA PEÇA: eu não existo sem você e um texto romântico.

Dia 27 de novembro de 2010

06 Grupo de teatro Néctar (Especial )
Espetáculo: Já Passam das Oito
Texto/Autor: Fabiano Barros
Diretor: Marnilsa Martins
Horas 20:00 Horas
SINOPSE DA PEÇA: Duas tias que faz loucuras pelos seu sobrinho valdinho.

07. CIA Baião de Dois
Espetáculo: Água da Alma
Diretor: Renata Oliveira
Horas : 21;horas
SINOPSE DA PEÇA:

Dias 28 de novembro de 2010

08 Cruzeiro do Sul
Espetáculo: Água do Juruá
Texto/Autor: Meditação ao Tietê
Diretor: Rútila Lima
Horas19:30:00 horas
Sinopse da peça: Poesia contemporânea de Mario de Andrade .



09 Cia Êxodos de Artes
Espetáculo: Fuleragem.com
Texto/Autor: Victor Onofre
Diretor: Victor Onofre
Horas 20:30 horas
SINOPSE DA PEÇA:

Dia 29 de novembro de 2010

10Pequenos Brilhantes
Espetáculo: “Brincadeira de chupetinha
Texto/Autor: grupo
Diretor:
Horas 16:30 horas

11 Cia Cia Alternativo
Espetáculo: Por traz das Luzes
Texto/Autor: Elma Castelo Branco
Diretor: Félix Cavalcante
Horas 19:30 horas

12 Cia Cia Alternativo
Espetáculo: O gado
Texto/Autor:
Diretor: Félix Cavalcante
Horas 20:30 horas

IV FESTIVAL Aberto de Teatro Tarauacá/Envira


Festival Aberto de Teatro Tarauacá/Envira Dias 25 a 29 de Novembro de 2010

Tarauacá, Feijó e Jordão congregam hoje em torno de 08 grupos de teatro, podendo ser considerados os municípios do estado com um processo de organização em torno teatral mais bem preparados. Isso tudo se deu, graças a implantação gratificante do I, II e III FATTE (Festival aberto de teatro Tarauacá/Envira), aprovado pela lei de incentivo a cultura, que ajudou bastante crescimento dessa atividade cultural na regional e do processo de organização e formação teatral desenvolvido pela Federação de Teatro do Acre – FETAC em parceria com os Grupos da Região desde 2004.
A partir disso, notou-se como foi proveitosa essa idéia e então começou de forma crescente e acelerada mais formações grupais, atentos e ansiosos para uma nova chance de boas apresentações organizada por essa comissão e coordenação.
Com tudo isso, se definiu o festival aberto de teatro Tarauacá /Envira para unir a produção dos grupos existentes, das Curso de Artes Cênicas em uma numa única ação que possibilita estabelecer um parâmetro entre as produções teatrais nestes municípios.
Para isso, o projeto novamente se firma, dando assim continuidade dos trabalhos e realizando de forma transversal o IV FATTE, que ocorrera nos dias 25 a 29 de Novemro de 2010, período em que todos os grupos praticante se possibilitam á participar, ficando assim mais fácil á articulação junto as instituição educacional dos municípios envolvidos. Portanto e claro a necessidade de ampliarmos a perspectivas de assistência de espetáculos teatrais por parte dos grupos da região e da comunidade em geral no sentido d mecanismos tecnológicos modernos para o garantia da sustentabilidade da ação cultural dos municípios do Vale do Tarauacá e Envira, bem como dos municípios próximos, que compõem o vale do Juruá.
Por fim, entende-se que a realização do FATTE em todas as suas versões tem contribuído com essa dinamização, produção e formação do fazer teatral local do presente projeto articulado com a Federação de Teatro do Acre FETAC na busca da capacitação dos fazedores, tendo este com total parceria da referida Entidade em seu processo estruturante e conceitual da avença proposta.
O grupo de teatro Néctar em seus 10 anos de fundação juntamente com coordenado e fundado Félix Cavalcante da Silva vem defendendo a cultura de Tarauacá, Principalmente o fazer teatro.
Neste 10 anos estamos já trabalhamos mais 100 peças de teatro entre autoria do próprio grupo ou de autoria de outros escrito. No ano de 2007 criamos o Festival Aberto de Teatro Tarauacá/Envira.-FATTE, Com grande satisfação que hoje estamos anunciado a 4ª edição deste festival que recebemos vários grupo de todos os município da regional e do vale do Juruá.

22 de novembro de 2010

VISÕES: O "fino" da Canção Tarauacaense no Primeiro CD de Rogério Craveiro


A partir desta segunda feira serão anunciados os pontos de vendas do Primeiro CD do artista tarauacaense Rogério Craveiro. Intitulado "Visões", o álbum traz, além das composições do próprio artista, alguns clássicos que ao longo da história do município de Tarauacá, se destacaram no Festival da Canção Tarauacaense - Fecanta .

Rio das Tronqueiras, Visões, Uma Canção de Amor e a Inédita Povo do Norte são as canções de autoria de Rogério. Guerrilha do Ozônio e Minha Confissão foram compostas há mais de 20 anos por Moisés Diniz e Lando Sampaio. Artistas como Augusto Pires e Pazinha também tiveram canções (Tempo e Filhos do Sol), interpretadas por Rogério.

Rogério afirma que valeu a pena toda essa dedicação que envolveu desde pesquisas, conversas com artistas do passado, elaboração e busca de apoio para a execução desse projeto. É um trabalho que não visa lucro e sim resgatar e registrar a nossa arte musical.

O Projeto do CD foi financiado pela Lei de Incentivo do Governo do Acre, patrocinado por Supermercado Araújo e Malharia MM, com apoio da Associação de Moradores do Bairro Bento Marques - Cohab e Rádio Comunitária Nova Era FM.

O CD foi Produzido por Emerson Gaspar da Rosa, gravado no RB estúdio em Rio Branco e Masterizado por Cassio Centurion no MaterDX Estúdio em São Paulo e contou com a participação de Arão Prado (Minha Confissão), Lando Sampaio (Guerrilha do Ozônio) e Ivana Pacífico (Mãe Senhora e Rainha) e, ainda, os músicos Jorgines Gondin (bateria), André Dantas (piano), Sandoval Dias (sax), Rogério (baixo) e Emerson (violões e guitarras).

A arte da capa do CD também é de autoria do artista plástico Evaristo Correia inspirado na Lápide de Amim Kontar. A contracapa e de autoria do estudante Fred Castro vencedor de um concurso de pintura na escola de ensino médio.

O Show de lançamento do CD em várias cidades do Acre deve acontecer no início de 2011.

15 de novembro de 2010

TERRA CAÍDA

TERRA CAÍDA
16 de maio de 2007
José Potyguara
Ed. Globo





Terra Caída retoma um dos episódios mais vibrantes da história do Brasil: a saga dos seringueiros que vivenciaram, nos confins da Acre, uma aventura ambientada no inferno verde da floresta amazônica. Com várias tramas paralelas, nas quais a disputa por riquezas e mulheres leva a traições e assassinatos, o romance de José Potyguara reconstitui o ambiente e a época do ciclo da borracha – que deu cores épicas à luta pela sobrevivência do homem em meio às forças destrutivas da natureza e da exploração social.

Trata-se de uma obra maravilhosa que serviu de base para Glória Perez lançar a mini-série Amazônia na Rede Globo. Preciso dizer mais? Vale a pena ler Terra Caída de José Potyguara.

PRÊMIO PROCULTURA DE ESTÍMULO AO CIRCO, DANÇA E TEATRO 2010

Inscrições no período de 25 de outubro à 10 de dezembro de 2010.
(Atualizado em 28 de outubro de 2010.)
______________________________________
Esse edital a premiará 197 (cento e noventa e sete) iniciativas de Circo, Dança e Teatro, por meio da destinação de recursos que viabilizem atividades das três áreas citadas, em âmbito nacional. O prêmio contemplará três categorias, a saber:
Categoria A – Produção Artística – Estímulo a iniciativas de produção artística nas áreas de circo dança e teatro, que venham promovendo a diversidade temática e estética, bem como ações de formação de platéia.
Categoria B – Programação de Espaços Cênicos – Estimular instituições que administram espaços cênicos, em atividade ou que necessitem de revitalização, ou de espaço públicos abertos que se caracterizam como sedes públicas, no intuito de estimular e reconhecer atividades focadas na programação artística.
Categoria C – Substituição de Lona Circense e/ou Acessórios – Estímulo a ações culturais circenses que, embora sem condições estruturais ideais, estejam mantendo suas atividades. O prêmio é destinado a circos de lona, itinerantes ou fixos, escolas de circo ou projetos que utilizem linguagem circense como instrumento pedagógico para transformação social e construção da cidadania.
Confira a aqui o edital retificado.

EDITAL PROCULTURA DE APOIO À BANDA DE MÚSICA

nscrições no período de 25 de outubro à 10 de dezembro de 2010.
Esse edital tem como objetivo premiar conjuntos musicais denominados “Banda de Música”, “Banda Sinfônica”, “Banda de Concerto”, “Banda Musical”, “Banda Filarmônica” ou “Sociedade Musical”, em âmbito nacional, com a finalidade de reconhecer e propiciar a melhoria da qualidade técnica e artística desses conjuntos musicais, visando a sua sustentabilidade, propiciando a aquisição de instrumentos de sopro e de percussão.
Confira aqui o edital.

9 de novembro de 2010

Atores do Brasil

Biografia de Maria Pompeu
Atriz se divide entre palco e bastidores, com passagens na TV e no cinema

Maria Pompeu


Maria Pompeu é, provavelmente, uma das poucas pessoas do mundo que têm um currículo profissional “dia a dia”, ou seja, que contempla cada data de estreia teatral e início de filmagens de um longa ou uma novela. Com este mesmo cuidado ela organiza seu acervo, com fotos, cartazes e roteiros das obras e espetáculos dos quais participou ao longo das últimas cinco décadas. Precavida, ela já tratou de deixar registrado oficialmente que este material será destinado à Funarte.
E são muitas as Marias que sobressaem do material guardado em sua casa em Copacabana. E das muitas imagens já disponíveis na Funarte, no arquivo Foto Carlos, de espetáculos que tiveram participação dela. O teatro, sua maior paixão, foi descoberto quase por acaso na infância, em aulas de Paschoal Carlos Magno no Teatro Duse. Na adolescência, teve que encarar a resistência da mãe para continuar atuando. Trabalhou em um banco para pagar o curso na Federação Brasileira de Teatro, onde teve aulas com Dulcina e Henriette Mourineau.
Em 1955, Maria estreou profissionalmente nos palcos emDiálogo das Carmelitas. E não parou mais. Em 1958, integrou o elenco do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e, no ano seguinte, conquistou um contrato de um ano com a TV Tupi. “Cheguei a participar de sete programas semanais de todo tipo, de infantis a novelas”, conta Maria.
E foi nos bastidores da TV Tupi que surgiu a oportunidade que acabou dando um rumo inesperado a sua carreira. Foi convidada para integrar o elenco de Doze Biquínis, espetáculo que reunia beldades no palco da boate Night and Day. “Fiquei na dúvida, porque minha formação era de teatro grego, não cantava nem dançava e usava maiô inteiro para ir à praia. Mas tinha acabado de comprar um apartamento e precisava pagar as prestações”, conta. Daí seguiram os convites: trabalhou com Carlos Machado em Elas Atacam pelo Telefone, na boate Fred’s, e acabou fisgada por Stanislaw Ponte Preta para ser uma das Certinhas do Lalau. “Tenho muita dificuldade de explicar para a juventude de hoje o que era ser uma Certinha”, conta Maria. “Eram atrizes profissionais com corpo bonito. Participaram da seleção Tereza Rachel, Odete Lara…. O Sergio Porto escolhia várias ao longo do ano e no final as dez mais bonitas eram eleitas. Tenho a honra de ter sido uma das selecionadas em 1963.”
Naquele ano também houve o filme Boca de Ouro, de Nelson Pereira dos Santos, no qual ela e outras duas atrizes mostram os seios em uma cena. “Não me arrependo disso. Mas também acho que fiz bastante coisa depois para ser lembrada só por isso…”
E fez mesmo. Nos anos 70 e 80, participou uma série de filmes (como Mulher Sensual, Rainha do Rádio) e novelas (Pecado Capital, O Espigão, entre outros). Também nessa época começou a produzir peças (como Receita de Vinicius e A Casa de Bernarda Alba, esta última seu maior trabalho nas bastidores) e a desenvolver projetos para levar encenações a colégios.
Maria Pompeu chegou a assumir a presidência do Sindicato de Artistas e Técnicos do Rio de Janeiro em 1981 e a batalhar pela consolidação da regulamentação do ofício do ator. Dividindo-se entre trabalhos nos palcos e nos bastidores, a atriz completou 55 anos de carreira em 2010.
fonte Funarte

aro John se prepara para gravar seu primeiro álbum

Neste final de semana os músicos da Caro John começam os trabalhos de gravação do Primeiro Cd da banda, graças aos recursos da Lei de Incentivo à Cultura do Governo do Acre e patrocínio da empresa D'Longui de Tarauacá.
A banda formada por Rogério Craveiro (guitarra e voz), Welhington Shula (baixo) e Giovanni Acioly (bateria e voz), vem de um turnê de 3 shows realizados no segundo semestre de 2010, nas cidades de Rio Branco, Cruzeiro do Sul e Taraaucá, divulgando as composições farão parte do primeiro Cd.

Técnico Risley do RB Estúdio

A gravação do Cd acontecerá no RB Estúdio de propriedade do Técnico de Som Risley que vem a Tarauacá trazendo os equipamentos de gravação.
Risley é técnico de som há 10 anos, mas antes disso tocava teclado nos bailes acreanos na década de 90. Pelo RB Estúdio, já passaram e gravaram suas canções grandes nomes da música acreana. Sua música acreana preferida é “Enquanto uns Dormem”, da banda Los Porongas.
Postado por acciolygomes

8 de novembro de 2010

Festival Aberto de Teatro Tarauacá/Envira Dias 25 a 29 de Novembro de 2010

Festival Aberto de Teatro Tarauacá/Envira Dias 25 a 29 de Novembro de 2010


Tarauacá, Feijó e Jordão congregam hoje em torno de 08 grupos de teatro, podendo ser considerados os municípios do estado com um processo de organização em torno teatral mais bem preparados. Isso tudo se deu, graças a implantação gratificante do I, II e III FATTE (Festival aberto de teatro Tarauacá/Envira), aprovado pela lei de incentivo a cultura, que ajudou bastante crescimento dessa atividade cultural na regional e do processo de organização e formação teatral desenvolvido pela Federação de Teatro do Acre – FETAC em parceria com os Grupos da Região desde 2004.
A partir disso, notou-se como foi proveitosa essa idéia e então começou de forma crescente e acelerada mais formações grupais, atentos e ansiosos para uma nova chance de boas apresentações organizada por essa comissão e coordenação.
Com tudo isso, se definiu o festival aberto de teatro Tarauacá /Envira para unir a produção dos grupos existentes, das Curso de Artes Cênicas em uma numa única ação que possibilita estabelecer um parâmetro entre as produções teatrais nestes municípios.


Para isso, o projeto novamente se firma, dando assim continuidade dos trabalhos e realizando de forma transversal o IV FATTE, que ocorrera nos dias 25 a 29 de Novemro de 2010, período em que todos os grupos praticante se possibilitam á participar, ficando assim mais fácil á articulação junto as instituição educacional dos municípios envolvidos. Portanto e claro a necessidade de ampliarmos a perspectivas de assistência de espetáculos teatrais por parte dos grupos da região e da comunidade em geral no sentido d mecanismos tecnológicos modernos para o garantia da sustentabilidade da ação cultural dos municípios do Vale do Tarauacá e Envira, bem como dos municípios próximos, que compõem o vale do Juruá.
Por fim, entende-se que a realização do FATTE em todas as suas versões tem contribuído com essa dinamização, produção e formação do fazer teatral local do presente projeto articulado com a Federação de Teatro do Acre FETAC na busca da capacitação dos fazedores, tendo este com total parceria da referida Entidade em seu processo estruturante e conceitual da avença proposta.
O grupo de teatro Néctar em seus 10 anos de fundação juntamente com coordenado e fundado Félix Cavalcante da Silva vem defendendo a cultura de Tarauacá, Principalmente o fazer teatro.
Neste 10 anos estamos já trabalhamos mais 100 peças de teatro entre autoria do próprio grupo ou de autoria de outros escrito. No ano de 2007 criamos o Festival Aberto de Teatro Tarauacá/Envira.-FATTE, Com grande satisfação que hoje estamos anunciado a 4ª edição deste festival que recebemos vários grupo de todos os município da regional e do vale do Juruá.

22 de outubro de 2010

Acústico em Som Maior: Ultimo show de Giovanni acontece hoje


erá realizado hoje, 22.10, às 20 horas, no Teatro José Potiguara, a última etapa do Projeto Acústico em Som Maior. É a terceira apresentação de Giovanni Acioly através do Show "coisas do coração".
Giovanni pede que as pessoas que forem ao teatro hoje possam levar um quilo de alimento não perecível que será doado a uma instituição de caridade de nossa cidade.
O grande público que foi ao teatro nas duas edições anteriores do show elogiou muito a apresentação do artista.
O projeto Acústico em Som Maior lançado pela Fundação Elias Mansour do Governo do Acre, financia apresentações de artistas locais para fortalecer a cultura do município.

Postado por Accioly

A luta contra os astros é a luta pela memória de Tarauacá


Diz Oscar Wilde no prefácio de seu livro O retrato de Dorian Gray que não existem livros morais nem livros imorais. Um livro ou é bem ou mal escrito. É tudo. A luta contra os astros de José Higino de Sousa Filho é um dos mais belos e bem escritos livros sobre a história social de Tarauacá. Publicado em 1994, o livro descreve a vida cultural da sociedade tarauacaense por volta do ano de 1948, referindo-se à mudança de costumes nas primeiras décadas do século XX, quando Tarauacá estava vivendo sua belle époque, proporcionado principalmente pelo extrativismo da borracha quando na cidade morava uma elite que realizava grandes bailes e espetáculos teatrais com regularidade, conforme ressalta Margarete Edul Prado em seu livro Motivos de mulher na Amazônia.



A luta contra os astros usando as palavras instigantes de José Chalub Leite no prefácio da obra, é o resgate da memória acreana [e] vem à tona depois do mergulho nas profundas e pardacentas águas do passado que escondia os tesouros de uma sociedade interiorana à margem da vida, subjugada ao ciclo dos rios Tarauacá e Muru, oprimida pela floresta e sujeita aos humores dos homens capazes e impor aos semelhantes um destino de fatalismo congênito e uma pasmaceira telúrica. José Higino nesse livro rompe fronteiras, quebra barreiras e inaugura um novo paradigma para a compreensão da história de um povo, não só o tarauacaense, mas o do acreano como um todo.



Sua narrativa toma uma dimensão especial porque não se trata apenas de uma obra de ficção, é antes de tudo fragmentos de sua própria história, são episódios por ele conhecido, outros relatados e muitos até mesmo vividos, o que confere uma boa dose de realidade ao seu trabalho. Nele emergem fatos importantes do passado tarauacaense, como os espetáculos teatrais, a campanha política para a instalação do PTB em Tarauacá, os dramas daqueles que dependiam do avião para escapar à morte, as perseguições aos que não rezavam pela cartilha do situacionismo. No entanto, a obra não se trata de um compêndio de história, o enredo desenrola-se perfeitamente também em forma de romance, protagonizados por Alfredo e Silvinha. Alfredo é um moço, de início, rebelde capaz de perdulariamente jogar idéias e sonhos dos pais na inapetência dos estudos, sujeitando-se ao ramerrão de serrador de troncos, ordenhador de vacas e fadado ao trabalho braçal, e que devota um grande amor por Silvinha, uma bela moça de Tarauacá.



O livro já nasceu clássico para as letras acreanas, continua e continuará a ser uma das páginas mais belas da história literária acreano-tarauacaense a se eternizar ao lado dos já imortais Leandro Tocantins e J. G. de Araújo Jorge. Mas cabe ressaltar juntamente com o autor que lamentavelmente, pessoas com melhores condições nunca se interessaram pelo assunto e, que todo esse manancial corria o risco de se perder, sem que as gerações futuras dele tomassem conhecimento.



José Higino de Sousa Filho, a exemplo do pai, deixa uma inestimável contribuição para a atual e futura geração de tarauacaenses, de um passado gigante e esperança de um futuro promissor. Temos muito que lamentar, pois ainda não foi dado o devido valor àqueles que têm trabalhado pela conservação de nossa memória e identidade. Esperamos o mais breve possível uma reedição dessa importante obra para que não seja mais uma obra rara, mas que todos possam desfrutar desse patrimônio da cultura acreana. Mas isso depende de boa vontade política, o que é difícil de se encontrar atualmente. Fica nossa eterna gratidão a José Higino de Sousa Filho que hoje vive e mora em Rio Branco-Ac, autor também de O trabalho vence tudo e SENAI- 10 anos contribuindo para o desenvolvimento do Acre.



Dessa forma, A luta contra os astros, transforma-se na luta daqueles que amam este chão e trabalham incansavelmente para que a memória de nossa gente não se transforme em cinzas e nosso passado não seja apenas um borrão indecifrável.

Imagens: Blog do Palazzo E Isaac Melo

19 de outubro de 2010

FICHA DE INSCRIÇÃO do IV FATTE

FICHA DE INSCRIÇÃO


Grupo /Cia
Espetáculo.
Texto/Autor
diretor

Elenco
Nome artístico Personagem que Faz

01
02
03
04
05
06
07
08
09
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
Figurino
Iluminação
Cenografia
Maquiagem


SINOPSE DA PEÇA
( Descreva o tema e como se desenvolve a historia dramaturgia da peça)













Não esquecer de anexar material Gráfico, fotografias matérias vídeos do espetáculo

CONCEPÇÃO DE MONTAGEM
( Descreva como foi concebido a encenação da peça e justificativa como se deu processo de montagem )





TERMO DE RESPONSABILIDADE COM MENORES DE IDADE

Declaro para os devidos fins que os jovens abaixo relacionados são menores de idade e estão sobre minha inteira responsabilidade na participação do espetáculo. ¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬¬-___________________________________________________________________Pelo grupo ou cia. de teatro._______________________________e possuo AUTORIZAÇÃO expressa dos pais ou responsável.
Relacionar os jovens menores de 18 anos.
____________________________________________
Assinatura do responsável que possui autorização




TERMO DE RESPONSABILIDADE

Declaro para os devidos fins que estão cientes do regulamento do festival aberto de teatro Tarauacá /Envira - FATTE e concordamos no que determina seu artigo e me comprometo a cumprir com as determinação do mesmo,onde o grupo ao qual represento se fará presente no evento apresentando e participado da programação em sua integra
Nome completo.
RG. _________________ CNPJ: ___________________
telefone.
Endereço completo.
Bairro.
Cidade.
E-mail.
Tarauacá acre /10/ 2010
___________________________________
Diretor do grupo ou responsável

Regulamento do IV Festival de Teatro

REGULAMENTO

Promoção
Artigo 1º - O Festival Aberto de Teatro Tarauacá – FATTE – Edição 2010 será realizada em Tarauacá - AC, no período de 25 A 29 de novembro de 2010
Organização e coordenação
Artigo 2º - A Organização e a Coordenação do Festival Aberto de Teatro Tarauacá Envira – FATTE - Edição 2010, estará a cargo do Grupo de teatro Néctar e Federação de Teatro do Acre – FETAC.
Objetivos
Artigo 3º - Com o objetivo de valorizar as Artes Cênicas e promover maior integração do movimento teatral no município de Tarauacá promove o Festival Aberto de Teatro Tarauacá Envira – FATTE - Edição 2010


Atividades
Artigo 4º - O FATTE – Edição 2010 compreenderá as seguintes atividades:
- Abertura Oficial – 25 de novembro de 2010.
- Apresentações dos espetáculos – de 25 a 29 de novembro de 2010.
- Oficinas de Teatro – de 26 a 28 de novembro de 2010.

Do Caráter
Artigo 5º - O Festival Aberto de Teatro Tarauacá Envira - Edição 2010 não terá caráter competitivo e contará com as seguintes modalidades:
I - Infantil;
II – Adulto
III – Teatro de Rua;
IV – Artes Circenses;
V – Performances, esquetes e intervenções teatrais.

Parágrafo 1º - O IV FATTE poderá em sua programação incluir, além dos espetáculos de Grupos, trabalhos da comunidade escola.

Apresentações
Artigo 6º - Todos os espetáculos serão apresentados no Teatro Municipal, Galpão da Cultura e nos Logradouros Públicos (Ruas, Praças etc.), sendo que os espetáculos infanto juvenis serão apresentados no período vespertino e os adultos no período noturno.

Inscrições
Artigo 7º - Poderão inscrever-se grupos, companhias e/ou escolas do município, “Amadores ou profissionais”.
Artigo 8º - As inscrições deverão ser efetuadas 06 de Outubro de 2010 a 06 de Novembro de 2010
Parágrafo 1º - No ato da inscrição, o interessado deverá encaminhar a ficha de inscrição, devidamente preenchida à associação de artista plástico, AAPA, no prédio da biblioteca estadual na Rua Floriano Peixoto, - centro, CEP: 69970-000 – Tarauacá - Acre.

Artigo 9º - O FATTE poderá convidar Espetáculos com o devido reconhecimento de qualidade técnica e estética teatral para fazer parte da programação como convidado especial, com direito a ajuda de custo, condicionados a operacionalidade técnica e financeira do festival.

Artigo 10 - A ordem e horário das apresentações serão definidas até o dia 05 de novembro de 2010.
Artigo 11- Os Grupos que Efetuaram sua inscrição no FATTE Edição 2010 que por Algum motivo não possa esta participando do Festival devera comunica a coordenação. Ate o dia 15 de novembro.
Parágrafo- Único – os grupo que não informarem a desistência serão Punido.
Esta punição será decidido pela a Comissão Organizadora do IV FATTE.

Participação
Artigo 11 – Os grupos, e/ou companhias terão sob sua responsabilidade: a montagem dos cenários, figurinos, iluminação, transporte e locomoção de atores e técnicos até a cidade sede do FATTE.
Artigo 12 - Estará à disposição dos grupos ou companhias participantes do Festival Aberto de Teatro Tarauacá Envira – FATTE - Edição 2010, o Teatro ou locais que se apresentarão, uma mesa de luze e uma mesa de som, além de apoio, cenotécnico e técnico de som.
Artigo 13 – Os participantes do festival vindos dos municípios vizinhos terão a hospedagem e a alimentação garantidas pelo período de sua participação, com exceção de 03 participantes por grupo, que farão parte das oficinas(26 27,28) devido a restrição orçamentária.
Despesas e Receitas
Artigo 14 - Caberá ao FATTE a confecção de todo o material gráfico para a realização do Festival Aberto de Teatro Tarauacá-Envira.


Artigo 15 – Será garantido aos grupos participantes, a quantia de R$ 200,00 (Duzentos Reais ) a título de ajuda de Custo.


Disposições Transitórias
Artigo 16 – Os casos omissos serão dirimidos pela Comissão Organizadora do IV FATTE.


Tarauacá – Acre 06 de Outubro de 2010



Felix Cavalcante da Silva
Coordenador do FATTE

15 de outubro de 2010

O grupo de capoeira SENZALA em Tarauacá é coordenado pelos professores Nilson, Múmia e Fonseca. Estão realizando esse ano o 6° batizado e troca de cor

O grupo de capoeira SENZALA em Tarauacá é coordenado pelos professores Nilson, Múmia e Fonseca. Estão realizando esse ano o 6° batizado e troca de corda, que é um evento que acontece anualmente para que os alunos troque de graduação ou recebam a primeira graduação. O objetivo da capoeira é desenvolver um trabalho social de educação popular, agregando mais adeptos ao esporte, tirando crianças e adolescentes da ociosidade, incentivando-os ao estudo, promovendo a inclusão social, proporcionando condições de lazer e trazendo benefícios físicos e mentais para todos os praticantes desta arte marcial. Que hoje é reconhecida como patrimônio nacional.
As aulas de capoeira acontecem nos dias:
Segunda, quarta e sexta: no SINTEAC as 19:00hs – Profº Fonseca
Terça e quinta: no Galpão da Cultura na COHAB as 19:00hs – Profº Nilson
Segunda, quarta e sexta: no PETI 16:00hs – Profº Múmiao


programação do 6º batizado

• Boas Vindas/Agradecimentos;
1. Governo do Estado do Acre- Setul
2. Comercial Vander
3. Nova Era FM

• Apresentação dos professores convidados;
• Roda de aquecimento (angola, são bento grande);
• Batizado
 ponteira amarela;
1. JOAO VITOR
2. RAFAEL
3. SAMUEL
4. JUNIOR
5. RADRAK
6. TALISON
7. RIKELMI
 branca e amarela
1. ADALTO
2. RICARDO
3. FABIO
4. WALOSON
 Laranja
1. RALID

• Apresentação de maculelê;
• Yuna (solo);
• Regional;

CAMISETAS



1. JOAO VITOR
2. RAFAEL
3. SAMUEL
4. JUNIOR
5. RADRAK
6. TALISON
7. RIKELMI
8. ADALTO
9. RICARDO
10. FABIO
11. WALOSON
12. RALID
13. JOSUE
14. IGOR
15. BEIÇOLA
16. JOAO GRILO
17. JEAN
18. JEFERSON
19. CARREIRINHA
20. ISMAEL
21. MATEUS
22. YURI
23. GABRIEL
24. IAN
25. JOSÉ OLIVEIRA
26. TAINO
27. SAULO
28. JOSÉ FRANCISCO

29. CANCÃO
30. POPÓ
31. ERIVAN
32. NILSON
33. FONSECA
34. BABITA
35. ...............................
36. ................................
37. ................................
38. ................................

8 de outubro de 2010

Giovanni canta hoje no Teatro: É o Acústico em Som Maior com o "Show Coisas do Coraçã"




Com uma proposta solo e acústica Giovanni pretende na noite de hoje resgatar clássicos internacionais, regionais e populares num estilo mais Pop e Romântico, Giovanni pretende tocar e relembrar sucessos de várias gerações, tocando músicas que influenciaram sua trajetória musical até os dias atuais.
Músicas de Scórpions, Beatles, NXZero, Raul Seixas, Caro John, Elton John, Lionel Richie, Fernando Mendes, Dedonautas e composições de sua própria autoria.
O show começa as 20 horas e terá participação dos músicos Rogèrio Craveiro (violões e guitarra), Daniel (Teclados), Leandro Simões (percussão).